São Paulo x Santos – O clássico SanSão!
Postado por Leônidas da Silva em 5 de fevereiro de 2010 | 1 Comentário
No próximo dia 7 de fevereiro temos um novo capítulo do histórico clássico contra o Santos. O SanSão, que será disputado na Arena Barueri, promete ser mais que uma preparação pro jogo contra o Monterrey: além do ser um dos clássicos mais disputados do país, o jogo será um desafio ao Paredão Tricolor pois marcará a reestréia de Robinho no Santos.
Mas este jogo não se destaca só por isso, é claro, o clássico tem uma bela história de confrontos através dos tempos. Relembre tudo isso com números e curiosidades do clássico “SanSão”:
Estatísticas
Partidas: 274 (de 11 de maio de 1930 a 25 de outubro de 2009)
Vitórias do São Paulo: 123
Vitórias do Santos: 85
Empates: 66
Gols do São Paulo: 477
Gols do Santos: 387
Primeiro jogo: 25 de abril de 1936 – Santos 2×0 São Paulo
Último jogo: 25 de outubro de 2009 – Santos 3×4 São Paulo
SanSão: A origem do nome
Thomaz Mazzoni foi um importante jornalista do extinto jornal A Gazeta Esportiva. Além das matérias clássicas do diário, ele ficou conhecido também por apelidar os principais clássico de São Paulo.
A partir de 1930, quando assumiu o comando da redação da Gazeta Esportiva, começou uma renovação da linguagem do futebol, criando termos que sobrevivem até hoje, como os apelidos que deu aos principais clubes paulistas (Clube da Fé, ao São Paulo, Timão e Mosqueteiro, ao Corinthians, Campeoníssimo, ao Palmeiras, Moleque Travesso, ao Juventus, e Nhô Quim, ao XV de Piracicaba, entre outros).
Foi ele que criou o nome dos grandes clássicos paulistas: “Choque Rei” para o São Paulo x Palmeiras, o Corinthians x São Paulo de “Majestoso”.
Para o duelo entre Santos e São Paulo ele foi mais simplista: “SanSão”. Mas mesmo assim funcionou e esse é hoje o único clássico paulista em que o uso das iniciais dos times pegou como apelido.
Gangorra
Santos e São Paulo não costumam viver bons momentos ao mesmo tempo. Na década de 40, o tricolor vivia bem com Leônidas da Silva. Depois surgiu Pelé para o Peixe, mas só na década de 60, exatamente quando a fila do rival se estendia por 13 longos anos. Por volta de 80, a dominação são paulina começou a tomar contornos novamente, mas o alvinegro da Baixada voltava a sofrer. Na atual década, os primeiros anos foram de domínio do Santos. Depois o São Paulo ganhou tudo.
Ídolos divididos
Ao contrário de outras rivalidades, existem jogadores que conseguiram sucesso tanto no Santos quanto no São Paulo. Basta lembrar de Araken Patusca, Mauro Ramos de Oliveira, Toninho Guerreiro, Pita e Serginho Chulapa. Este último é o que tem a história mais misturada entre os dois times. Decidiu títulos para ambos, é o maior artilheiro da história do São Paulo, mas hoje trabalha no Santos.Polêmica
Ninguém esquece: no Campeonato Brasileiro de 2002, o São Paulo recebeu o Santos no Morumbi. O time visitante, que já contava com Robinho, aplicou uma virada de 2 a 1 no tricolor. Mas a comemoração do segundo gol foi o destaque do jogo: Diego subiu em cima do escudo do São Paulo para provocar a torcida rival. O então jovem meia sofreu com a polêmica e o jogo ainda terminou 3 a 2 para os mandantes.
Provocação em vão
No Campeonato Paulista de 2005, o São Paulo era o líder disparado da competição, que era disputada por pontos corridos. E o último jogo do time era na Vila Belmiro, contra o Santos, onde já era programada a festa do título. Mas a diretoria alvinegra fez questão de não liberar seu estádio e mudou a sede do jogo para Mogi Mirim. Só que esta provocação não serviu para nada, já que o São Paulo chegou no último jogo sem o título garantido e o Peixe perdeu a chance de usar sua casa para impedir o título tricolor.
Vexame alvinegro
Os são-paulinos não devem esquecer do jogo que ficou conhecido como o “Dia em que o Santos de Pelé correu do São Paulo”. Na partida, o São Paulo aplicou 4 a 1 em seu rival e provocou uma série de expulsões e contusões que levaram o Peixe a desistir de jogar aos 10 minutos do 2º tempo, pois só tinha 6 atletas com condições. Até o próprio Pelé foi expulso neste dia por reclamação.
Fontes: Blog da Redação Uol, Almanaque de Cultura Popular, Futpedia, Wikipedia
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Faltou falar que foi o Fábio Simplicio o mais incisivo contra o episódio de Diego sobre o escudo.